quinta-feira, 21 de abril de 2011

Banda DNA - Pode Acreditar!

Banda DNA! Conhecem? Não?! Pois precisam conhecer!

"(...) Canta que o caminho ta aí
É só a creditar no dom guardado no dna ..."
 

     A banda é formada por filhos de integrantes dos grupos três grupos musicais, são eles: Roupa Nova, Golden Boys e Trio Esperança. A seguir, vamos conhecer a história, os integrantes... enfim, A Banda DNA:

Bruno Galvão, Beto Filho, Carol Feghali e Kikinho Neto
 
:::. História da banda .:::

      Bruno e Beto (filhos de Mário Correa, integrante do Trio Esperança e Roberto Correa, integrante dos Golden Boys, respectivamente) são primos e começaram na música ainda quando criança. Bruno começou carreira participando de gravações de vocal para outros artistas desde os 7 anos de idade, trabalhando com Xuxa, Angélica, Trem da Alegria, Balão Mágico, entre outros, além de ter a sua voz em jingles veiculados em rádio e TV. Beto Filho, também começou cedo e além de cantar começou a tocar baixo e com o tempo fez parte da banda que acompanhava os Golden Boys em shows pelo Brasil. Dedicou-se também à área de composição e teve músicas gravadas por alguns artistas.
     Kikinho (filho do Kiko, integrante do Roupa Nova), apesar de ser filho de um dos maiores guitarristas do país, teve a bateria como maior inspiração. No final dos anos 90, montou a banda cover Estação Pop, que interpretava hits dos anos 70, 80 e 90 em shows principalmente em boates da zona sul do Rio de Janeiro e festas de empresas. Ainda nos anos 90, fez parte da banda que acompanhava a cantora e apresentadora Angélica. Carol (filha de Ricardo Feghali, integrante do Roupa Nova), a caçula da banda, cresceu vendo de perto todas as produções feitas por seu pai. Com 13 anos começou a gravar voz guia pras produções que ele fazia, além de vocais pra outros artistas também. Até então Carol ainda não tinha subido no palco profissionalmente. Um tempo depois formou uma banda com o seu primo Guilherme (filho do Nando do Roupa Nova) e foi através desse projeto que ela subiu no palco pela primeira vez, amadurecendo o seu dom a cada apresentação.

      Apesar dos projetos paralelos executados por cada um, a amizade existia e o contato era frequente entre Bruno, Beto e Kikinho. Em novembro de 2006, Kikinho teve a ideia de chamar Bruno e Beto para formar uma banda autoral. O foco principal era unir justamente o que eles tinham em comum - o dom herdado pelos pais. Bruno teve a ideia de convidar Carol para a banda, pois assim abriria o leque de repertório, além da presença feminina na banda. Com a formação definida, começaram a fazer diversos shows em shoppings, festas, eventos coorporativos, etc. O amadurecimento era constante, composições foram surgindo e em janeiro de 2008 colocaram o pé dentro do estúdio pra começar a gravar o álbum de estreia, com a produção do Ricardo Feghali.
:::. Conhecendo os integrantes .:::

      Todos os componentes que formam a Banda DNA possuem vasta experiência na música, pois tocam na noite em barzinhos e festas há muitos anos. Além de cantores são também compositores e possuem projetos paralelos:


- Beto Filho (filho de Roberto Correa dos Golden Boys) é baixista e vocalista da banda. Participou de diversos projetos musicais desde criança e atualmente toca nas principais casas da noite carioca. Além disso, faz parte da banda que acompanha os Golden Boys viajando pelo Brasil. 




- Bruno Galvão (filho de Mário Correa do Trio Esperança) começou sua carreira aos 7 anos fazendo coro infantil para diversos artistas como Xuxa, Angélica, Balão Mágico, Trem da Alegria, etc. Teve sua voz presente em diversos jingles veiculados em rádio e tv. Bruno também segue carreira solo e em 2005 lançou seu CD “Tudo Bem” no programa Hebe Camargo, que traz músicas próprias e duas releituras de sucessos da família.








- Kikinho Neto, apesar de ser filho de um dos maiores guitarristas do Brasil (Kiko, integrante do Roupa Nova), teve uma forte tendência para seguir carreira com um instrumento de percussão. Aos 8 anos, ganhou sua primeira bateria e de lá pra cá amadureceu o seu talento tendo participado de diversos projetos, entre eles fazendo parte da banda que acompanhava a cantora e apresentadora Angélica.



- Carol Feghali nasceu no meio da música. Assim como Kikinho, cresceu escutando a maior influência de suas vidas, que foi e é o Roupa Nova. Suas primeiras experiências profissionais aconteceram aos 12, anos com pequenas gravações produzidas pelo seu pai (Ricardo Feghali, integrante do Roupa Nova). Pouco tempo depois, Carol já estava participando de projetos maiores e atualmente se dedica à banda DNA.




 




::::. O show .::::

      "O show da DNA é uma verdadeira festa! O roteiro explora a versatilidade dos músicos expressando toda a experiência de anos em eventos feitos para empresas como Varig, CCAA, Rede Porcão, Vale do Rio Doce, Furnas, TIM, Unimed, Natura, Petrobrás, Windsor Hotéis, Citybank, AMPLA e etc." By Freevo. 
 - ainda com Kikinho Neto na banda -

 
::::. A banda e eu .::::

      A DNA já tem 4 anos de carreira e nesse ano de 2011 completa 5, o primeiro deles sem Kikinho, que rumou para outros voos. Só que eu conheço a banda a pouquíssimo tempo, acho que comecei a ouvi-los em 2009, não lembro bem o mês, mas foi quando eles foram ao Programa da Hebe (SBT). 



      Naquele dia, Bruno Galvão cantava ‘Casaco Marrom’, e eu, no 'troca-troca de canais',  acabei parando para assistir àquela Banda, estranha para mim. Assisti e gostei do que ouvi. Eu sou tão desligada que no mesmo ano, quando rolou show no Spazzio do Roupa Nova, sempre tem ‘a lojinha’, fui lá, vi o CD da DNA e nem me liguei... vai ser lesa assim na China, hein?! Enfim, vi o Programa da Hebe, gostei e em seguida corri para o youtube, claro! Vi alguns vídeos e simplesmente ME APAIXONEI PELAS MÚSICAS! As primeiras que virei fã de carteirinha foram: Amando pra valer, Minha Sina (cantadas pela Carol Feghali), Casaco Marrom (cantada pelo Bruno Galvão) e Dom Maior (cantada por todos) show de música! A partir desse dia tinha uma missão: CD Pode Acreditar da Banda DNA! \o/

...

     Há alguns dias, acordei com ‘Nem um segundo’ na cabeça, durante todo o dia ela permaneceu na minha cachola, claro que fui, mais uma vez, no youtube, procurar vídeos (óbvio), pois nunca vi show deles, então... O que eu achei? DNA com Liah! Cara, curto muito as músicas da Liah :) e nem tinha me tocado em olhar quem era o compositor dessa música. Quem era? Tcharam!!! Liah!! \o/ Eu vi esse vídeo umas 3 vezes, só pra ter noção!


 Nem um segundo - Banda DNA e Liah

      Ano passado eu fiz um pequeno especial com fotos, história e algumas notícias sobre a Banda DNA no meu fotolog. Com isso, algumas pessoinhas ficaram curiosíssimas para conhecer a banda, mandei links de vídeos, algumas delas ficaram loucas da vida e hoje elas são, claro, tietes da DNA! [minhas boas influências]
Banda DNA 2011
      Esse ano, pude vê-los ao vivo! Claro que não fui ao show [Quando verei a banda aqui em Campina Grande?] vi via twitcam, olha que feliz! Vi a primeira delas, acho que foi em fevereiro (estava de férias ainda) e a segunda, que rolou há uns 15 dias. Então, indico, prezados leitores, que vocês escutem o CD Pode Acreditar da Banda DNA! Querendo links, é só jogar no youtube, ele ajuda!   

Links úteis: 





P.S.: Canta, segue o seu coração, nessa união que vem pra nunca mais terminar... - Dom Maior (Banda DNA) ♪♫ 
 

domingo, 3 de abril de 2011

1x16 – The House Guest: Caroline canta para Matt [The Vampire Diaries]


                     Eternal Flame♪♫ – The Bangles

    Que Caroline Forbes é a vampira mais fashion e barbie de TVD todo mundo já sabe. Agora que a atriz Candice Accola cantava muito, ah, poucos sabiam disso. Não é verdade? Aliás, do elenco de TVD, não só Candice canta, mas Katerina Graham (Bonnie Bennett) também o faz! :)

     Sendo assim, postarei a cena em que Caroline (Candice Accola), através da música ‘Eternal Flame’, coloca o seu lado cantora no mode on e fala para Matt Donovan (Zach Roering) tudo o que sente por ele. 

Cena:

      Caroline interrompe a banda que tocava no Mystic Grill, hipnotiza o cantor e começa a sua declaração musical.  Vamos a ela:

Caroline: Então tem esse cara... e ele me disse para dizer para ele tudo o que sinto. Como se fosse tão fácil... Não é porque eu falo muito que eu sempre sei o que realmente estou falando. Como agora, estou me sentindo confusa e não sei como me expressar.

Imagem retirada de O Blog da Mari (www.oblogdamari.com)




 
(É interrompida pelo vocalista da banda) Posso cantar. (...) Quer saber, vou cantar!
Vocalista da banda: Qual é, desça do palco.
Caroline (Hipnotizando-o): Me deixará realizar meu sonho de ser uma estrela do rock e me ajudará. 
Vocalista da banda: Que música quer cantar?

     Assista a cena completa, #enjoy:

com legendas *--* - CW não deixa incorporar o vídeo aqui  ¬¬' É só clicar no link acima que será direcionado para o youtube :)
   
    
  
    Então é isso! 
    Quinta-feira, 07 de abril, acaba o hiatus de TVD \o/ Ainda não sabemos se Caroline e Matt ficarão juntos... mas que a temporada vai acabar bombando, isso é certeza! Ainda faltam seis episódios para isso, então já é certo surtarmos a cada epi e ficarmos ansiosos pela 3ª temporada! 

   Deixo aqui links de alguns blogs sobre a série de vampiros mais bem feita da atualidade! [Não falem mal de Damon e Stefan, estes sim são vampiros de verdade! Não são como aquele 'vampiro (será?!) que brilha da série Crepúsculo' .

> Vampire Diares Brasil: vampirediariesbrasil  -tudo sobre a série-     
> O Blog da Mari: oblogdamari -comentários dos episódios- 
> Apaixonados por séries:  apaixonadosporseries -comentários dos episódios e novidades da série- 
> Download: seriestvix

Matt (para Caroline): Eu não entendi. Desde quando eu sou o cara que se expressa bem e você a garota que fica sem palavras? 

P.S.: Em breve, Pretty Little Liars.
               

sexta-feira, 18 de março de 2011

Gardez moi pour toujours – Sylvia Telles

Letra, vídeo e uma versão em língua portuguesa

       Há algum tempo eu estou com essa letra de música para postar e sempre esqueço. Aliás, o documento estava perdido nas minhas pastas, quem disse que eu lembrava onde estava ? Enfim, essa letra é meio dor de cotovelo, meio não, é dor de cotovelo até umas horas ! Porque dor de cotovelo faz parte, né ?!
        Seguinte, a música versa sobre um casal, mais precisamente sobre um homem que deixou a mulher e esta ficou na fossa. Aí ela diz que sua casa, sua vida não é mais a mesma sem a presença dele ; que ela sente a sua falta ; a mulher chega a suplicar a volta do amado ‘Reviens, je t’en suplie’ (volte, eu te suplico isso) ; que ela vive, mas não sonha mais ; E finaliza com ‘Guarda-me para sempre, sem falar, sem pensar, sem chorar’.    
        Choradeira mode on, mas é uma bela canção, não é verdade ?! Não achei a letra em nenhum site, então eu transcrevi e mandei para o meu amigo Sur la mer (do blog musikafrancesa ) dá uma corrigida básica no meu francês ! 

Gardez moi pour toujours – Sylvia Telles

Ah, regarde mon chéri
Ce qu’il m’est arrivé 
Puis que tu m'as laissée 
Dans l'infinie tristesse 
De choses le plus simples 
Que tu as aimé 
Notre chambre sixième
Les petites escaliers  
De sourir le soir 
Les fleurs sur le balcon 
Rient et chantent pour toi
En te disant bon soir
Reviens, je t’en suplie 
Et  comme au plus beau jour 
Vivre la vie sans rêve 
Puis que c'est nou l'amour 
Revien, je t'en suplie 
Tu non peux repartir  
Vraiment de mes chambres 
Gardez moi simplement 
Sans parler, sans penser, 
Sans pleurer pour toujours.

      Assim, deixo aqui dois links : 1) uma cena de Santinha (Eliane Giardini) em A Indomada (1997) para que vocês possam escutar a música [no youtube não tinha nenhum vídeo que se aproveitasse, então vai esse mesmo]  e 2) uma versão em português dessa canção. #Enjoy !

                                                       

> Por Causa de Você - Sylvia Telles: http://letras.terra.com.br/sylvia-telles/971811/

> Agradecimentos: A Ribamar (Sur la mer), que me ajudou com a transcrição da música em francês;  canal 'ElianeGiardiniVídeos' (Flá chérie) e  Jaicla das tirinhas, que me indicou  o vídeo estava a cena.  

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  "A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem." (Oscar Niemeyer)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Suflê de Chuchu - Luis Fernando Verissimo

Suflê de Chuchu 

   Houve uma grande comoção em casa com o primeiro telefonema da Duda, a pagar, de Paris. O primeiro telefonema desde que ela embarcara, mochila nas costas (a Duda, que em casa não levantava nem a sua roupa do chão!), na Varig, contra a vontade do pai e da mãe. Você nunca saiu de casa sozinha, minha filha! Você não sabe uma palavra de francês! Vou e pronto. E fora. E agora, depois de semanas de aflição, de "onde anda essa menina?", de "você não devia ter deixado, Eurico!", vinha o primeiro sinal de vida. Da Duda, de Paris.
- Minha filha...
- Não posso falar muito, mãe. Como é que se faz café?
- O quê?
- Café, café. Como é que se faz?
- Não sei, minha filha. Com água, com... Mas onde é que você está, Duda?
- Estou trabalhando de "au pair" num apartamento. Ih, não posso falar mais.
Eles estão chegando. Depois eu ligo. Tchau!
Organizado por Ana Mª Machado (2001)
   O pai quis saber detalhes. Onde ela estava morando?
- Falou alguma coisa sobre "opér".
- Deve ser "operá". O francês dela não melhorou...
   Dias depois, outra ligação. Apressada como a primeira. A Duda queria saber como se mudava fralda. Por um momento, a mãe teve um pensamento louco. A Duda teve um filho de um francês! Não, que bobagem, não dava tempo. Por que você quer saber, minha filha? 

- Rápido, mãe. A criança tá borrada!
   Ninguém em casa podia imaginar a Duda trocando fraldas. Ela, que tinha nojo quando o irmão menor espirrava.
- Pobre criança... - comentou o pai. 
   Finalmente, um telefonema sem pressa da Duda. Os patrões tinham saído, o cagão estava dormindo, ela podia contar o que estava lhe acontecendo. "Au pair" era empregada, faz-tudo. E ela fazia tudo na casa. A princípio tivera alguma dificuldade com os aparelhos. Nunca notara antes, por exemplo, que o aspirador de pó precisava ser ligado numa tomada. Mas agora estava uma opér "formidable". E Duda enfatizara a pronúncia francesa. "Formidable." Os patrões a adoravam. E ela prometera que na semana seguinte prepararia uma autêntica feijoada brasileira para eles e alguns amigos.
- Mas, Duda, você sabe fazer feijoada?
- Era sobre isso que eu queria falar com você, mãe. Pra começar, como é que
se faz arroz? 
   A mãe mal pôde esperar o telefonema que a Duda lhe prometera, no dia seguinte ao da feijoada.
- Como foi, minha filha. Conta!
- Formidable! Um sucesso. Para o próximo jantar, vou preparar aquela sua
moqueca.
- Pegue o peixe... - começou a mãe, animadíssima. 
   A moqueca também foi um sucesso. Duda contou que uma das amigas da sua patroa fora atrás dela, na cozinha, e cochichara uma proposta no seu ouvido: o dobro do que ela ganhava ali para ser opér na sua casa. Pelo menos fora isso que ela entendera. Mas Duda não pretendia deixar seus patrões. Eles eram uns amores. Iam ajudá-la a regularizar a sua situação na França. Daquele jeito, disse Duda a sua mãe, ela tão cedo não voltava ao Brasil. 

   É preciso compreender, portanto, o que se passava no coração da mãe quando a Duda telefonou para saber como era a sua receita de suflê de chuchu. Quase não usavam o chuchu na França, e a Duda dissera a seus patrões que suflê de chuchu era um prato típico brasileiro e sua receita era passada de geração a geração na floresta onde o chuchu, inclusive, era considerado afrodisíaco. Coração de mãe é um pouco como as Caraíbas. Ventos se cruzam, correntes se chocam, e uma área de tumultos naturais. A própria dona daquele coração não saberia descrever os vários impulsos que o percorreram no segundo que precedeu sua decisão de dar à filha a receita errada, a receita de um fracasso. De um lado o desejo de que a filha fizesse bonito e também - por que não admitir? - uma certa curiosidade com a repercussão do seu suflê de chuchu na terra, afinal, dos suflês, do outro o medo de que a filha nunca mais voltasse, que a Duda se consagrasse como a
melhor opér da Europa e não voltasse nunca mais. Todo o destino num suflê. A mãe deu a receita errada. Com o coração apertado. Proporções grotescamente deformadas. A receita de uma bomba.  
    Passaram-se dias, semanas, sem uma notícia da Duda. A mãe imaginando o
pior. Casais intoxicados. Jantar em Paris acaba no hospital. Brasileira presa. Prato selvagem enluta famílias, receita infernal atribuída à mãe de trabalhadora clandestina, Interpol mobilizada. Ou imaginando a chegada de Duda em casa, desiludida com sua aventura parisiense, sua carreira de opér encerrada sem glória, mas pronta para tentar outra vez o vestibular.
    O que veio foi outro telefonema da Duda, um mês depois. Apressada de
novo. No fundo, o som de bongos e maracas.
- Mãe, pergunta pro pai como é a letra de Cubanacã!
- Minha filha...
- Pergunta, é do tempo dele. Rápido que eu preciso pro meu número.
   Também houve um certo conflito no coração do pai, quando ouviu a pergunta. Arrá, ela sempre fizera pouco do seu gosto musical e agora precisava dele. Mas o segundo impulso venceu:
- Diz pra essa menina voltar pra casa. JÁ!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O menestrel - William Shakespeare

    Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas. 




    Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.


    Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

     
    Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
    E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

 
     Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…

     E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

 
     E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.

     E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

    Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam

 
     Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

     Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
 
     Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.

 
     Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.

 
     Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.


      Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…

 
     Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

     Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

 
     Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…
    
    Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
    
   Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

 

     Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.

     Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

 
    E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.



"Aprendi a viver com o que não se entende." (Clarice Lispector)

P.S.: Impossível não gostar de "O Menestrel".